Potássio

Também Conhecido como: K
Nome formal: Potássio
Testes relacionados: Cloreto, Sódio, Electrólitos, CO2

 

Como é utilizado?

Quando é solicitado?

O que significa o resultado?

Há mais alguma coisa que deveria saber?

 

 

Como é utilizado?

O teste de potássio é frequentemente solicitado, em conjunto com outros electrólitos, como parte de um exame de rotina. É utilizado para detectar concentrações demasiado elevadas (hipercaliémia) ou demasiado baixas (hipocaliémia). A causa mais comum da hipercaliémia é a doença renal, no entanto, existem vários fármacos que podem diminuir a excreção de potássio do organismo, dando origem a esta condição. A hipocaliémia pode acontecer em casos de diarreia, vómitos ou transpiração excessiva. O potássio pode ser eliminado através dos rins, pela urina ou, em casos raros, os seus níveis poderão estar anormalmente baixos devido a uma ingestão de quantidades insuficientes na dieta.

 

A determinação das concentrações de potássio podem ser solicitadas, em intervalos de tempo regulares, para monitorizar fármacos que podem levar à perda de potássio através dos rins, particularmente diuréticos, tendo como resultado hipocaliémia. O controlo dos níveis de potássio pode também ser necessário em algumas doenças ou condições, como insuficiência renal aguda ou crónica, que pode estar associada a uma concentração anormal de potássio.

 

 

Quando é solicitado?

Os testes de potássio no soro ou plasma realizam-se frequentemente na maior parte dos doentes que estão a ser observados por algum tipo de doença grave. Uma vez que o potássio é muito importante para a função cardíaca, também, por norma, é solicitado (juntamente com outros electrólitos) em todos os exames de rotina, principalmente em doentes que tomam diuréticos ou medicamentos para a pressão arterial ou coração. O potássio também se solicita quando o médico avalia a presença de elevada pressão arterial (hipertensão) e doença renal, e para controlar doentes que estão em diálise, em tratamentos com diuréticos, ou tratamentos intravenosos.

 

 

O que significa o resultado?

Níveis de potássio elevados indicam hipercaliémia. Estes também podem indicar as seguintes condições de saúde:

 

  • insuficiência renal aguda ou crónica;
  • doença de Addison;
  • hipoaldosteronismo (ver Aldosterona);
  • lesão nos tecidos;
  • infecção;
  • diabetes;
  • desidratação;
  • consumo excessivo de potássio (por exemplo, frutas ou sumos contêm elevadas quantidades potássio e, consequentemente, o seu consumo excessivo pode contribuir para a elevada concentração de potássio no organismo);
  • elevada administração de potássio intravenoso.

 

Alguns fármacos podem também provocar hipercaliémia numa pequena percentagem de doentes. Entre eles estão os fármacos anti-inflamatórios não esteróides (como o ibuprofeno e naproxeno), beta bloqueadores (como o propanolol e atenolol), inibidores da enzima de conversão da angiotensina (como captopril, enalapril e lisinopril), e diuréticos poupadores de potássio (como triamtereno, amilorida e espironolactona)

 

Níveis baixos de potássio indicam hipocaliemia. Pode acontecer em várias condições, particularmente:

 

  • desidratação;
  • vómitos;
  • diarreia;
  • hiperaldosteronismo (ver Aldosterona);
  • ingestão insuficiente de potássio (raro);
  • complicação devida a situações de overdose com acetaminofeno.

 

Na diabetes, a concentração de potássio pode diminuir após a administração de insulina, especialmente se a diabetes não foi controlada por um período de tempo. A concentração baixa de potássio deve-se muito frequentemente aos “comprimidos de água” (diuréticos). Nestes casos o médico monitorizará os níveis do potássio regularmente.

 

Além disso, alguns fármacos como os corticosteróides, agonistas adrenérgicos beta como isoproterenol, antagonistas adrenérgicos alfa como clonidina, antibióticos como gentamicina e carbenicilina, e o agente antifúngico anfotericina B poderão provocar perdas de potássio.

 

 

Há mais alguma coisa que deveria saber?

Os médicos questionam os resultados de potássio elevados quando estes não são coerentes com a condição clínica do doente. Os níveis de potássio podem estar enganosamente elevados devido aos seguintes erros de colheita ou processo da amostra:

 

  • Apertar e relaxar o punho demasiado enquanto o sangue está a ser colhido;
  • Colher as amostras sem reparar na ordem correcta da colheita dos tubos; ou seja, extrair um tubo que tenha um anticoagulante que contém potássio para um tubo que não possua anticoagulante. Esta situação resulta na contaminação da amostra do tubo sem anticoagulante com potássio;
  • Atraso do manuseamento e processo da amostra. Os glóbulos vermelhos e o soro ou plasma necessitam de ser separados dentro de um coágulo apropriado para a centrifugação. Esta situação também acontece quando a amostra necessita de ser transportada do consultório médico para o laboratório; 
  • Centrifugação imprória;
  • Qualquer acção que possa provocar a destruição dos glóbulos vermelhos (hemólise) com libertação de mais potássio na amostra. Esta situação pode incluir o uso de uma agulha de grande diâmetro (provoca a entrada do sangue no tubo com muito mais força), a inversão do tubo vigorosamente, extrair o sangue através de uma agulha pequena e usar uma seringa com sucção excessiva;
  • O choro e a hiperventilação podem aumentar ou diminuir os níveis de potássio no plasma.

 

Se existirem dúvidas acerca do modo como o sangue foi extraído, o médico pode solicitar a repetição do teste para comprovar os resultados.

 

 

 


Última data modificada30.09.2010